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Osmar Terra : Submissão química é doença

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Em artigo publicado nesta Folha no domingo (4), com o título Submissão química não é doença, o crítico Marcelo Leite tece considerandos favoráveis à liberação de drogas ilícitas e ataca projeto de minha autoria, o PLC 37, e a proposta de instruções políticas sobre drogas que pautei para discussão no Conad ( Recomendação Pátrio de Políticas sobre Drogas).

O responsável inventa um enredo sobre a motivação de minha proposta, mostrando a enumerar uma série de afirmações para justificar a manutenção da política atual. Ora, se fiz um projeto de lei como presidente do congresso dos deputados e o debato no Conad é porque considero o tema da maior sisudez. E tenho não só o recta, como o obrigação de fazer minha proposta.Vivemos uma epidemia sem precedentes de violência, gestada no útero de outra epidemia, a de consumo de drogas no Brasil.

Somos testemunhas de um verdadeiro sacrifício de nossa juventude, com nossa nação batendo recordes mundiais de mortes violentas de ano em ano.

Essas mortes, é bom que se diga, decorrem mas do efeito das drogas que da ação do tráfico, embora estas últimas sejam mas noticiadas. Isso acontece na vigência de uma política vernáculo discursiva, caótica, sem apoio em evidências científicas sobre o tema.

Como dr., tenho uma profissão que não me deixa trabalhar fora das evidências, sob pena de delito de erro ou negligência.

Como estudioso do objecto, afirmo que todos e cada um dos países do planeta proíbem quase todas e cada uma das drogas que cá consideramos ilícitas. A experiência histórica mostrou que o consumo aumentado cria um extensa passageiro de pessoas com transtorno mental temporário ou imutável, o que fabrica graves alterações sociais, de saúde e de segurança.

A violência e o número de dependentes marginalizados diminuíram em todos e cada um dos países que atuam com rigor contra o negócio e o consumo de drogas e que tratam de modo apropriada os usuários.

Em consequência, a qualidade para toda a vida da população melhorou. O programa de tolerância zero desenvolvido em Novidade York a arrebentar dos anos 1990 é um bom exemplo disso.

Quanto à asseveração do título da pilastra, de que a submissão não é uma doença cronica do cérebro, devo expor que está errada. Trata-se de questão chave no entendimento dessa tragédia sanitária e social.

A evolução dos padrões de busca e, singularmente, o progresso dos programas de neuroimagem abrem uma janela extraordinária para o seguimento do andamento cerebral.

Desse modo, constatam-se padrões de molesto movimento vinculados a regiões cerebrais afetadas pelo incentivo continuado das drogas. Nora Wolkwov, que dirige o maior núcleo de pesquisas sobre drogas do planeta, o National Institute of Drug Abuse (NIDA), nos EUA, mostra evidências laboratoriais irrefutáveis de alterações cerebrais permanentes em pacientes com obediência química.

Tais pesquisas são corroboradas pelos estudos da Organização Global da Saúde e pela esmagadora aglomeração dos neurocientistas em atuação no planeta.

O livro do neurocientista Marc Lewis, citado por Marcelo Leite, não é um trabalho científico. Trata-se de um informe quase romanceado de pequeno número de poucas histórias, até a dele, tentando discutir que a sujeição é uma adaptação organico do cérebro ao uso de drogas e que deve ser reversível.

Quem conhece qualquer dependente químico sabe do dedicação que este possui de fazer para ceder o consumo e como é simples recair.

Movimentos como os Alcoólicos Anônimos, os Narcóticos Anônimos e as comunidades terapêuticas reconhecem essa complexidade cronica. Com uma dieta assistida, conseguem fazer com que uma proporção significativa de dependentes químicos consiga levar uma vida minimamente produtiva e encarregado.

Seria interessante confrontar a reinserção social de dependentes tratados com dieta assistida e os só com redução de danos, como defende o cronista, e tenho certeza de que este mudaria de opinião.

Quanto às bandeiras de esquerda e direita, de conservadores e progressistas, constato no escrito um dogmatismo do tempo da Guerra Fria, uma vez que atualmente são os direitistas e os liberais os mais grandes defensores da liberação das drogas, e os governos socialistas, ditos de esquerda, os que mas reprimem seu consumo.

Acima dessa dicotomia e dos discursos, reafirmo que as evidências históricas e científicas devem balizar o discussão, visto que, na prática, oferecem o melhor caminho para as vítimas das drogas e para a sociedade, livremente das ideologias.

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